O que faz a terapia ocupacional para idosos?

O que faz a terapia ocupacional para idosos? 18 nov 2020

Por : Gran Giardino

O que faz a terapia ocupacional para idosos?

Em nosso dia a dia, realizamos uma série de atividades que necessitam de diferentes habilidades, sejam tarefas de autocuidado (higiene, alimentação e vestuário), produtividade (trabalhar ou estudar), momentos de lazer (esportes, dança e pintura, por exemplo) e sociais em geral.

Com o envelhecimento, nossas habilidades cognitivas, afetivas, perceptivas e psicomotoras, decorrentes ou não de distúrbios genéticos, sofrem alterações e, associadas com algumas condições de saúde, impedem ou dificultam a realização adequada dessas atividades rotineiras.  Neste momento, uma intervenção terapêutica passa a ser essencial para reestruturação e reorganização da vida cotidiana.

A terapia ocupacional conecta as pessoas ao que precisam fazer e ao que querem fazer. É uma profissão que estuda o ser humano, a ocupação humana e tem papel primordial em capacitar os idosos a terem autonomia em suas vidas. Ensina a lidar com questões sociais, de reabilitação física e psíquica, de reintegração social e, a partir disso, contribui para a promoção de um envelhecimento digno e saudável.

O questionamento do terapeuta ocupacional é: como posso ajudar esse idoso a ter uma vida melhor? Explorando quais são seus interesses, habilidades e a reserva de saúde. Cada história é um contexto e o modo de fazer é diferente, o que pede uma intervenção personalizada.

O terapeuta analisa o histórico ocupacional do idoso e cria estratégias e adaptações, que podem ser desde uma modificação no modo de realizar uma atividade para evitar sobrecarga de uma articulação, até o planejamento de como executar uma tarefa da forma mais eficiente possível.

A atuação da terapia é ampla e com múltiplas atividades, promove saúde e permite momentos para o idoso se expressar. Dessa forma, ele sente confiança, segurança e abertura para apreender novas habilidades e vivenciar novas conquistas.

Atuação do terapeuta ocupacional

No âmbito de sua atuação, a competência é avaliar habilidades funcionais do idoso, elaborar a programação terapêutico-ocupacional e executar o treinamento das funções para o desenvolvimento das capacidades de desempenho das AVDs –  Atividades de Vida Diária (mobilidade funcional, cuidados pessoais e comunicação funcional) e  AIVDs – Atividades Instrumentais de Vida Diária  (administração doméstica e capacidades para a vida em comunidade).

No Gran Giardino, ao receber um novo hóspede, aguardamos o tempo de adaptação, de 10 a 15 dias. Para só então dar início ao trabalho terapêutico-ocupacional. Após esse tempo, a terapeuta ocupacional Cláudia, realiza um teste de rastreio, identificando como está a memória temporal e espacial, o raciocínio, a linguagem e outros aspectos.

“É importante respeitar esse momento de transição e mudança, no qual o idoso é destituído do seu lar com os familiares e vai para um novo ambiente, com novas pessoas e uma rotina diferente, para só então iniciar um planejamento das atividades, levando em consideração a parte cultural e intelectual, sem privar sua capacidade e valor”, comenta Cláudia.

A terapeuta explica, que as atividades devem fazer sentido para o idoso, para que ele perceba e sinta a contribuição da prática. “Começo abordando os tópicos nos quais o hóspede foi bem no teste de rastreio e depois trabalho com suas dificuldades, para que ele não se sinta ansioso e desista de realizar a programação terapêutico-ocupacional. Utilizo muita música e exploro as datas comemorativas, pois ambas trazem recordações regadas de afeto. No Natal, por exemplo, relembramos como é a comemoração, decoração, músicas e comidas típicas”.

Ela destaca também, a importância de trabalhar o desejo de passear, pois apesar de estarem em uma instituição, eles sentem vontade de vivenciar a vida social e outros prazeres. Aliás, para ela, a socialização é um trabalho delicado e constante, pois é muito difícil os hóspedes criarem um grupo de conversa entre eles.

O trabalho do terapeuta ocupacional em um residencial é essencial para manter os idosos autônomos e independentes. “Não apenas para preservar as habilidades cognitivas, mas ressaltar a subjetividade de cada um – que ele ainda é um indivíduo, inserido nesse mundo, com todas as suas experiências de vida e suas particularidades que o fazem ser único”, conta nossa terapeuta.

 

Referência

https://drauziovarella.uol.com.br/saude-publica/o-que-faz-a-terapia-ocupacional/

https://www.portaldoenvelhecimento.com.br/terapia-ocupacional-e-o-processo-de-envelhecimento/

 

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