Matéria Gazeta de Piracicaba com Dra. Mariana Kairalla Andreazzi

Matéria Gazeta de Piracicaba com Dra. Mariana Kairalla Andreazzi 07 out 2019

Por : Gran Giardino

Matéria Gazeta de Piracicaba com Dra. Mariana Kairalla Andreazzi

Esta terça-feira (1º) é o Dia Internacional do Idoso. Data para mirar a atenção na população que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), já ultrapassou a casa dos 30 milhões, no Brasil. Projeção da Fundação Seade – vinculada ao governo do Estado de São Paulo – sinaliza que, hoje em dia, 16,16% da população de Piracicaba seja composta por pessoas acima dos 60 anos de idade. Quer dizer, já seriam 67 mil idosos piracicabanos considerando, como base, a última estimativa populacional do IBGE para o município, de 404 mil habitantes.

O Brasil está envelhecendo. Por isso, é preciso planejar desde já o envelhecer, aconselhou a médica Mariana Kairalla Andreazzi, geriatra da Santa Casa de Piracicaba. “Precisamos pensar como queremos chegar aos 80, 90 anos de idade… E o que a gente pode mudar a partir de agora”, alertou. “Não adianta, já com a idade avançada, procurar um médico com problemas de hipertensão, diabetes alterada ou o início de algum quadro de demência”, exemplificou.

Segundo a médica, é necessário seguir um “script” de comportamentos e rotinas para envelhecer de maneira saudável e ativa. Como práticas fundamentais, ela listou consultas médicas regulares, a realização de atividades físicas, alimentação regulada e balanceada, a socialização e a estimulação cerebral.

“Se você se aposentar, não pare. Continue fazendo alguma atividade, trabalho voluntário, desenvolva projetos, hobbies, faça um curso de música, assista a filmes ou inicie o aprendizado de uma nova língua. E a socialização também é essencial, para você manter a sua autonomia”, disse. Na opinião da geriatra, no geral os idosos têm mais cuidados com a saúde do que outras faixas etárias.

Isso também está relacionado ao zelo e a atenção dispendidos por familiares e cuidadores. “Mas mesmo que o idoso tenha alguma dependência, ainda sim é possível ter um envelhecimento ativo se houver planejamento. É imprescindível as pessoas parem e pensem como querem envelhecer”, afirmou Mariana.

“O envelhecer é natural e com o passar dos anos o nosso organismo sofre alterações fisiológicas. Mas isso não impede o idoso de ter uma vida saudável e ativa, se houver planejamento”.

Novo paradigma

Também é preciso mudar o paradigma de que a velhice é sinônimo de doença. “Tem que haver o esforço da sociedade, da família, dos cuidadores e do próprio idoso. Outro aspecto importante é o convívio intergeracional, para que haja, desde a infância, uma visão mais positiva do envelhecimento”, declarou a médica.

Um risco, alertou a geriatra, é a infantilização do idoso. “No trato com idosos, o excesso de ajuda e zelo, por parte de cuidadores e familiares, pode fazer com que ele tenha uma visão fragilizada de si mesmo”, observou a geriatra. Na avaliação da médica da Santa Casa, somente agora o Brasil está se atentando para o envelhecimento acelerado de sua população, embora “ainda haja alguns conceitos equivocados”.

“Alguns países como o Japão, que respeitam e valorizam seus idosos, são locais que já viveram o envelhecimento há muitos anos, diferente do Brasil que está, agora, em plena transformação epidemiológica. Ainda temos muito o que aprender para atender essa população e cumprir os direitos previstos no Estatuto do Idoso”, analisou. No ano de 2050, estima-se que 33,81% dos habitantes de Piracicaba terão mais de 60 anos de idade, de acordo com projeção da Fundação Seade.

Saiba mais

Dia Internacional das Pessoas Idosas, 1º de outubro, foi criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1991. Além de homenagear essa população, o objetivo é conscientizar a sociedade em relação aos direitos, à saúde e aos cuidados da Terceira Idade.

Crédito: Gazeta de Piracicaba/Marcelo Rocha. Foto: Departamento de Comunicação da Santa Casa de Piracicaba

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